Os móveis da Mesbla de Londrina, que fechou as portas no último dia 31 de dezembro, vão a leilão na próxima segunda-feira, a partir das 14 horas. A confirmação da venda dos últimos bens da loja de departamentos é do leiloeiro Marcos Thadeu de Sylos, que a partir de hoje começa a separar os lotes que serão oferecidos ao público. Ontem a direção do grupo Mappin, que adquiriu o controle da Mesbla, começou a retirada das mercadorias que restaram. O trabalho deve ser concluído hoje. A Mesbla desocupa o prédio, localizado no Calçadão, centro de Londrina, até o final do mês.
Segundo o leiloeiro, pelo menos 50 lotes deverão ser oferecidos na segunda-feira. São prateleiras, móveis e equipamentos de escritório, balcões, aparelhos de ar condicionado e bebedouros. Todo este material estará disponível para visitação pública, na sede da Mesbla, a partir de sexta-feira. Podem participar do leilão pessoas físicas e jurídicas.
‘‘A vantagem do leilão é que será uma oportunidade para o consumidor, já que os lotes partirão do zero, ou seja, não há valor mínimo estipulado’’, afirma o leiloeiro. Os lotes serão comercializados pelas melhores ofertas. O pagamento, informa ele, terá de ser feito à vista.
Com o leilão e a consequente retirada dos últimos bens, a Mesbla deixará definitivamente de fazer parte do varejo de Londrina. Desde o fechamento da loja, no último dia 31 de dezembro, uma faixa afixada na fachada, orienta consumidores que tenham dúvidas ou pendências a procurar uma empresa especializada em cobranças.
Com o fim das atividades, os 53 funcionários terão agora de partir para outras oportunidades. Anúncio publicado nos classificados da Folha, no último domingo, oferecia os profissionais da loja para várias funções ligadas ao comércio varejista.
A grande maioria dos funcionários já está desligada da empresa. Os últimos deverão acertar as contas com o departamento pessoal nos próximos dias. Dentro deste grupo está a telefonista Aparecida Rezende Brito, 56 anos, há 16 na Mesbla. ‘‘Vou ficar sem emprego faltando apenas três anos para me aposentar’’, lamenta dona Aparecida. Consciente das dificuldades do mercado de trabalho, a telefonista diz que pretende procurar um novo emprego porque acha que não conseguirá se adaptar à vida de dona de casa. ‘‘Pretendo conseguir um outro trabalho, pelo menos vou lutar por isso’’, informa ela respaldada pelos anos em que atuou como telefonista de um dos maiores magazines da cidade.
Segundo a direção do grupo Mappin - que desde o ano passado controla a rede Mesbla - o fechamento da unidade de Londrina ocorreu por causa da rentabilidade, considerada abaixo dos índices pretendidos. Além de Londrina, a empresa fechou outras oito lojas no País.Arquivo FolhaLoja da Mesbla em Londrina, fechada desde 31 de dezembro: empresa entrega o prédio no final do mês
Pedro Livoratti

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