Há pouco mais de um ano, o casal Gilvani Buss e Vanessa Susyan Soto resolveu mudar de casa. Como já possuem uma filha, a prioridade foi montar o quarto da pequena com tudo novo. Em junho de 2008, visitaram uma loja de móveis e escolheram um conjunto completo: cama, guarda-roupa, cômoda e criado mudo. Na hora de pagar, parcelaram em 10 vezes no cartão de crédito.
Mas foi logo em seguida que começou o problema. Receberam a nova mobília em seu apartamento com atraso. O combinado foram três dias: eles chegaram duas semanas depois. Na hora de montar, a primeira surpresa - a cômoda estava com a gaveta emperrada e a tampa de fórmica rachada. O casal telefonou para a loja que prometeu resolver o problema em quinze dias. ''Depois de um mês ligando para eles, nada de solução'', disparou Vanessa.
Por isso, acionaram o Procon pensando em sanar o problema com mais agilidade. Isso foi no mês de julho do ano passado, quase trinta dias depois da aquisição do jogo de quarto. Passada uma semana da assembléia entre consumidor, órgão de defesa e um representante da matriz a cômoda foi trocada.
''Eu não senti seriedade e empenho na hora de resolver o problema direto com a loja. A impressão que tive foi de que se eu não fosse até as últimas consequências ia ficar sem solução'', critica Buss.
Mas quando o casal achou que poderia deixar a filha curtindo seu quarto novo surgiu outra surpresa desagradável - as portas do guarda-roupa despencaram. ''No momento de fazer a troca da cômoda o montador disse que a porta estava solta e mal colocada. Passaram dois dias ela quase caiu em cima da minha filha'', queixa-se Vanessa.
Isto foi em agosto e até agora a história não teve um final feliz. Eles chegaram a trocar as portas, mas em seguida voltaram a cair. Munidos de todos os documentos necessários, como a nota fiscal de compra, voltaram pelo menos quatro vezes ao Procon só para resolver este problema e até agora não conseguiram.
Eles citam o desgaste que a situação proporciona, além do gasto com o combustível - perto de R$ 300,00 - e o tempo de trabalho que Gilvani e Vanessa perderam na tentativa de resolver o problema.
''Com certeza o maior incômodo foi a dor de cabeça. Eu me irritei com a situação porque comprei o quarto completo para resolver a situação de uma vez e o que aconteceu foi o contrário. O que prevalece é a boa vontade do varejista, infelizmente'', arremata ele.

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