Mourão adota abordagem pragmática em visita à China
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segunda-feira, 27 de maio de 2019
Folhapress 
São Paulo - O vice-presidente Hamilton Mourão encerrou na última sexta-feira (24) sua visita oficial à China após encontro com o presidente chinês Xi Kinping, em Pequim.
A Mourão, o líder chinês afirmou que os dois países devem considerar um ao outro como uma oportunidade para o desenvolvimento e como parceiros. Xi recebeu Mourão no Grande Salão do Povo e disse que o relacionamento entre os dois países está em um "momento crucial".
"Os dois lados devem continuar discutindo com firmeza as oportunidades e os parceiros um do outro para o seu próprio desenvolvimento, respeitando-se, confiando um no outro, apoiando-se mutuamente e construindo as relações China-Brasil como modelo de solidariedade e cooperação entre os países em desenvolvimento", afirmou.
Ao contrário de Bolsonaro, que criticou o papel da China na economia brasileira durante a campanha presidencial, Mourão tem escolhido uma abordagem mais pragmática em relação ao principal parceiro comercial do Brasil.
O vice-presidente chegou ao país asiático na última segunda-feira (20), e afirmou que o Brasil estuda uma eventual adesão à Nova Rota da Seda, iniciativa bilionária do governo Xi Jinping para interligar portos, ferrovias, estradas, aeroportos e telecomunicações com o objetivo de agilizar comércio chinês com o resto do mundo.
Mourão disse que projetos chineses ligados à iniciativa poderão ser realizados no Brasil por meio do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos).
Na terça (21), em entrevista a uma rede de TV estatal chinesa, o general disse que o Brasil deve "agregar valor" no que é exportado à China. "O Brasil não pode ser só uma loja que a China vai e compra itens. Tem que ser mais do que isso. As coisas que vêm do Brasil têm que ter o mesmo valor que as que vêm da China. Estamos na era do conhecimento. A economia do século 21 é a economia do conhecimento, esse é o passo adiante que temos que dar nessa relação."
Neste ano o Brasil será o anfitrião da cúpula do Brics, bloco constituído por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, à qual Xi deve comparecer.


