Duas das maiores empresas do setor de informática e telecomunicações da região ameaçada de colapso de energia vão utilizar os geradores comprados em meados dos anos 90, por causa da instalação de programas de qualidade, para substituir a energia que será racionada por determinação do governo.
A Motorola, fábrica de componentes celulares de Jaguariúna, informou que deverá perder cerca de R$ 30 mil com a mudança de energia comprada da CPFL para a que virá de geradores.
A Motorola consome 2.500 MWh/mês, valor que deve ser reduzido em 20%, segundo
a direção da empresa.
Como o esforço de redução iniciado este mês não alcançou o valor esperado pelo governo, a empresa deve utilizar em tempo integral os geradores que já possui.
‘‘Antes da notícia do apagão, nós usávamos os três geradores apenas em casos de emergência, mas agora, para atingir a cota do governo, vamos utilizá-los em tempo integral’’, afirmou o gerente de instalações industriais da Motorola, Paulo Campos, 54.
Segundo Campos, a unidade de Jaguariúna reduziu entre 6% e 8% o consumo de energia.
A redução conseguida pela Motorola durante este mês se deu por causa da mudança no ar-condicionado e pelo desligamento das luzes na fachada da fábrica.
O mudança no ar-condicionado resultou no aumento da temperatura em dois graus, no escritório, e em um grau, na produção.
Já a IBM investiu US$ 10 milhões no ano passado para substituir seu parque de geradores e no breaks em sua unidade de operação de serviços de outsourcing, em Hortolândia (20 km de Campinas).
O diretor de serviços da IBM, Wagner Guedes, informou, por meio da assessoria de imprensa, que a empresa não sofrerá qualquer interrupção por falta de energia elétrica.
O diretor, no entanto, declarou que os investimentos feitos pela IBM na área ‘‘independem de políticas governamentais de racionamento ou de racionalização de energia’’.
A IBM informou que investe desde 96 na política de redução de energia elétrica. Os programas de redução são contínuos e têm reduzido o consumo em 5% ao ano.

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