Após assembleia realizada na manhã desta terça-feira (7), motoristas e cobradores do transporte coletivo de Arapongas, região metropolitana de Londrina, decidiram pelo fim da greve. Os funcionários aceitaram reajuste de 10% - 5% a menos do solicitado - e equiparação dos salários dos motoristas de micro-ônibus em relação aos condutores dos coletivos de grande porte.

Os 53 trabalhadores cruzaram os braços ontem, depois de rejeitarem a proposta da empresa Transportes Urbanos de Arapongas (TUA).

Com o fim da paralisação, o serviço volta a funcionar normalmente no município. "Os ônibus já estão circulando nesta manhã", garantiu o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol), João Batista da Silva.

Os funcionários também reivindicavam aumento de comissão de 1% para 5% do faturamento do veículo ou fixo de R$ 200,00. Entretanto, a categoria não obteve avanços nesses itens.

Subsídio

A greve foi gerada pelo impasse em relação ao aumento da tarifa de ônibus em Arapongas. A TUA afirmava que seria inviável conceder o reajuste aos trabalhadores sem alterar o preço da passagem.

O valor ideal, segundo a TUA, é de R$ 3,30, o que significa um reajuste de 53,4%. Atualmente, os araponguenses pagam R$ 2,15.

Por meio de nota divulgada na tarde de ontem, a Prefeitura de Arapongas informou que elaborou um projeto de lei, o qual prevê pagamento de subsídio de R$ 100 mil ao mês para a empresa. Com a contrapartida, o valor final para o usuário ficará em R$ 2,45.

A administração ainda ressaltou que vai exigir melhores condições de prestação de serviço público. O secretário de Obras, Transporte e Desenvolvimento Urbano, Pedro de Marco Junior, e o procurador geral do município, Fernando Augusto Sartori, informam que o projeto será protocolado ainda nesta semana na Câmara Municipal.

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