Curitiba As empresas que trabalham com serviços de entrega por motocicletas estão se organizando e pretendem exigir do governo do Estado uma política diferenciada que beneficie as cerca de 1,5 mil empresas do setor que atuam no Paraná. Entre as principais reivindicações estão a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), qualificação das motocicletas como utilitários para o pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) que gerará uma economia de cerca de 35% do valor atualmente cobrado e redução do Imposto Sobre Serviços (ISS) dos atuais 5% para 1,5%.
''Queremos igualdade de condições com os táxis para que possamos ter condições mais favoráveis de crescimento no Paraná'', reivindicou Marcelo Martins, diretor financeiro do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços com Motoboys no Estado do Paraná (Sepsmepar).
Os diretores do sindicato, recém-formado e com a primeira eleição marcada para o final do mês de setembro, querem atuar diretamente com os parlamentares da Assembléia Legislativa. ''Queremos uma política séria para o setor. Inclusive regulamentando a atividade e acabando com o mercado informal'', assinalou ele.
Em Curitiba, o mercado movimenta cerca de um milhão de entregas por mês. A empresa DEX Delivery Express é uma delas. Sozinha, a empresa faz cerca de 70 mil entregas, com 98 motocicletas e dez automóveis. ''A moto é um veículo que vai mais rápido, chega primeiro do que o carro. Por isto, as entregas por motoboy são as preferidas pelos usuários'', afirmou Luciano Neo São Marcos, diretor comercial. A empresa faz entregas por moto dentro de um raio de cinco quilômetros por R$ 3,50. Passando disso, são cobrados R$ 0,50 por quilômetro e R$ 2,00 em caso de necessidade de retorno.
Atualmente em Curitiba, a estimativa é a de que 14 mil motoboys trabalhem em cerca de 350 empresas. O piso para a categoria é de R$ 274,00.

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