Morte de cortador de cana gera investigação
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quarta-feira, 23 de maio de 2007
Agência Estado 
Sorocaba - O cortador de cana José Aparecido da Conceição, de 38 anos, residente em Rosana, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado de São Paulo, morreu na tarde de terça-feira quando trabalhava no corte de cana. Ele era empregado da Usina Santa Terezinha, com sede no município paranaense de Diamante do Norte. Conceição passou mal no canavial e, socorrido pelo serviço médico da usina, não resistiu. Ele morava no assentamento Chico Mendes, do Movimento dos Sem Terra (MST), em Rosana. Seu corpo foi enterrado ontem, no cemitério local.
O subdelegado do Ministério do Trabalho em Presidente Prudente, Márcio Antonio de Oliveira Scudeller, pedirá uma investigação para apurar se a causa da morte está relacionada com as condições de trabalho. Como a morte ocorreu no lado paranaense, a competência para a investigação pode ser transferida para a Procuradoria do Ministério do Trabalho no Paraná.
Flagrante - Mais um grupo de 40 trabalhadores, aliciados no Estado do Maranhão para trabalhar na safra da cana das usinas paulistas, foi encontrado vivendo em condições subumanas no interior de São Paulo. Os maranhenses estavam amontoados em duas casas, sem condições de moradia, na cidade de Piacatu, na região de Araçatuba.
Na terça-feira, avisado pela Prefeitura de Piacatu, o procurador Gustavo Filipe Garcia, do Ministério Público do Trabalho (MPT), flagrou pessoalmente as condições degradantes dos trabalhadores. ''É difícil acreditar que em pleno século 21, no Estado mais rico da nação, ainda aconteça este tipo de situação. É revoltante'', afirmou Garcia.
De acordo com Garcia, o aliciador tem até sexta-feira para enviar os trabalhadores de volta para o Maranhão. O caso será remetido para a Polícia Federal. Como os trabalhadores não tinham sido contratados, nenhuma usina foi autuada. Os usineiros paulistas devem moer cerca de 330 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e faturar R$ 30 bilhões nesta safra de 2007/2008.


