Curitiba - As micro e pequenas empresas brasileiras estão conseguindo ficar por mais tempo abertas. Pelo menos, é o que demonstra a Pesquisa Taxa de Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas Brasilieras, divulgada ontem pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Pequeno e Microempresas (Sebrae). De acordo com os dados analisados, 78% dos empreendimentos abertos entre os anos de 2003 e 2005 permanecem no mercado. A última pesquisa tinha um índice muito menor: 50,6%.
Entre os estados com melhor índice de sobrevivência das empresas, destacam-se Espírito Santo (85,8%), Minas Gerais (85,7%) e Sergipe (85,3%). Onze estados tiveram médias inferiores a nacional. O Paraná foi o sexto estado brasileiro com o pior desempenho do País: 74,8%. Apenas tiveram índices piores do que os paranaenses os estados de Roraima, Acre, Amapá, Tocantins e Mato Grosso. Tradicionalmente, os estados do Sul são os que apresentam as maiores taxas de mortalidade de pequenas e microempresas. As empresas analisadas na pesquisa são dos setores de Comércio, Indústria e Serviços. No ano de 2005, 50,5% das empresas ativas e 49,5% das empresas extintas estavam inseridas no setor do Comércio. Já no setor de Serviços, eram 37,2% ativas e 38% extintas. E, na Indústria, 12,3% e 12,6%, respectivamente ativas e extintas.
O novo empreendedor brasileiro tem boa escolaridade e informação. Para o diretor-técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, a melhora significativa na taxa de sobrevivência das empresas brasileira é atribuída a dois fatores: a elevação do nível educacional dos empreendedores e o aumento na busca por mais informações para a abertura e gestão dos negócios.
A pesquisa verificou ainda o tempo médio que o empresário leva para fechar legalmente sua empresa. Para calcular a média de dias gastos para fechar legalmente uma empresa, foi pesquisado um total de 180 empresas extintas em 2003; 127 em 2004; e 446 em 2005. No ano de 2003, das 180 empresas extintas pesquisadas, 48 empresas levaram em média 113 dias para dar baixa em suas atividades. Em 2004, das 127 empresas extintas pesquisadas, 37 empresas levaram 137 dias. E, em 2005, das 446 empresas extintas pesquisadas, 145 empresas gastaram 84 dias para ter suas atividades legalmente encerradas.
Na região Sul, cerca de 44% dos empresários que não deram baixa nas empresas que pararam de operar disseram que tinham esperança de reativar a empresa, 31% não deram baixa por conta do custo elevado e outros 16% por causa da burocracia. Na nova pesquisa, ao listar os motivos que os levaram a constituir sua empresa, 60% dos proprietários das empresas ativas responderam que sempre sonharam em ter seu próprio negócio; 43% identificaram uma oportunidade de negócio; e 37% informaram que o motivo foi aumentar a renda. Capital disponível, desemprego e incentivos governamentais, entre outros, foram os motivos apontados pelos demais entrevistados para a abertura da empresa.

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