Nova York Os economistas para América Latina do banco Morgan Stanley, Dean Witter, Gray Newman e Claudia Castro, elevaram a projeção para a inflação no Brasil de 9% para 12% em 2003. O motivo são maiores pressões sobre os preços no início deste ano (a última projeção do Morgan para a inflação data de novembro de 2002) e também depois que o Copom decidiu manter inalterada a taxa Selic em 26,5% ao ano.
Mesmo com essa revisão, o Morgan Stanley acredita que o Banco Central (BC) conseguirá controlar as expectativas e pressões inflacionárias. Newman e Claudia também elevaram a projeção para a taxa Selic no final de 2003 de 17% ao ano para 21% ao ano. ''Ficamos decepcionados com a decisão do Copom de manter a taxa de juros estável'', disseram os analistas. ''A preocupação é que a decisão, apesar da introdução do viés de alta, possa complicar mais ainda em vez de contribuir nos esforços para construir credibilidade da autoridade monetária'', acrescentaram.
Os economistas do Morgan Stanley disseram acreditar que a economia real brasileira precisa de taxas de juros mais baixas . ''Mas sem credibilidade, as tentativas de políticas monetárias contracíclicas geralmente fracassaram na região'', afirmaram.
Newman e Claudia afirmaram que as taxas de juros deverão subir novamente antes de o BC decidir baixá-las. ''O risco para as projeções de inflação permanecem ainda no lado de maior inflação e menos espaço para redução de juros'', disseram Newman e Claudia. Isso porque uma das preocupação refere-se aos preços administrados.
O BC tem um histórico fraco em projetar aumentos de preços administrados nos últimos três anos, argumentam os economistas do Morgan Stanley, com a projeção para 2003 sendo revisada nas duas primeiras atas do Copom já publicadas, saindo de 14% para 16% de alta em 2003. O Morgan Stanley projeta aumento de 18% nos preços administrados para este ano.

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