''O governo vai ter que reconsiderar a questão da tributação para haver maior desenvolvimento da telefonia porque o sistema tributário atual é muito cruel'', disse ontem o chefe de gabinete do Ministério das Comunicações, Maurício de Almeida Abreu, no Fórum Internacional de Infra-Estrutura de Telecomunicações sem Fio, em Curitiba.
Para ele, os altos impostos cobrados do setor de serviços e fabricantes de equipamentos estão provocando ''uma desindustrialização do setor''. Os empresários alegam que sai mais barato comprar a antena pronta no exterior, com Imposto de Importação de 4%, do que comprar os componentes e montá-las no País, já que neste caso a alíquota sobe para 13%.
Para o gerente-geral de Certificação e Engenharia do Espectro da Anatel, Francisco Soares, o Brasil tem um grande mercado potencial. Dados do ministério mostram que os celulares estão presentes em 2,3 mil municípios, atinguindo 130 mil brasileiros. São 27 milhões de acessos, contra 6 milhões existentes em 1998. Só na Região Sul, estão concentrados 4,7 milhões de celulares, número que excede as metas estabelecidas pela Anatel. As metas para 2005 são chegar a 58 milhões de ligações fixas e 58 milhões celulares. (M.G.)

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