Morango com whatsapp
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quinta-feira, 28 de julho de 2016
Victor Lopes<br>Reportagem Local 

Este mundo acelerado de troca instantânea de mensagens e informações já faz parte do nosso cotiano. Mas é preciso confessar: encomendar morangos fresquinhos pelo WhatsApp, da lavoura direto para a casa do cliente, ainda é algo inovador e que nos surpreende. Em Londrina, este modelo de comercialização simplesmente transformou o negócio da família Kasuya. Eles deixaram de comercializar seus produtos pela Ceasa, apostaram nas vendas diretas, e atualmente 90% dos pedidos são realizados pelo aplicativo de mensagens. Exemplo perfeito que mostra a força da fruta no Estado, que possui as atividades de colheita intensificadas a partir deste mês. O Estado produz durante o ano em torno de 20 mil toneladas numa área de 700 hectares (ha).
Um conjunto de fatores e ideias inovadoras fez que os Kasuya atingissem este patamar. O primeiro deles, foi há três anos, quando o casal Yoshi e Izenilda perceberam que as vendas através da Ceasa não valorizavam o produto deles. A variação grande de preços, baseada na oferta e procura, independentemente da qualidade do morango, deixava com baixa rentabilidade. A partir daí, eles começaram a vender diretamente aos clientes, em frente às escolas da cidade, um produto fresco e colhido no dia.
O segundo fator este também fundamental foram as inovações trazidas pelo filho do casal, Helder Kasuya, de 28 anos. Formado em administração de empresas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Helder passou alguns anos trabalhando em cooperativas de crédito e, convidado pelos pais, viu que seu retorno à propriedade seria uma oportunidade grande de negócio. Adequando as ferramentas de gestão, potencializando as redes sociais e reforçando as vendas pelo WhatsApp, o negócio, de fato, se transformou. "Hoje, funciona da seguinte forma: eu faço a parte da gestão, financeiro, comercialização e trabalho com as redes sociais, enquanto meu pai, minha mãe e mais dois funcionários cuidam da produção".
Fila de espera
Da área de 12 hectares da família, na Usina Três Bocas, há por volta de seis mil metros dedicados às estufas de morango, o que gera uma produção média anual de 15 toneladas. Já as vendas, colhendo seis meses por ano a partir de julho, giram em torno de 400 a 500 quilos por semana. "Neste ano, devido ao clima, com chuvas e geada, a produção será um pouco menor e vai influenciar nas vendas. Inclusive, neste momento, estamos com clientes numa lista de espera", salienta Helder.
O trabalho nas redes sociais, aliás, é bastante profissional. No Facebook, com a página com quase seis mil curtidas, o jovem publica informações sobre a produção, fala sobre a técnica de manejo integrado e utilização mínima de agrotóxicos (este vídeo tem mais de 3 mil visualizações!) e até receitas. No Instagram, claro, belas fotos da produção, e no Snapchat, pequenos vídeos de 10 segundos de como é o dia a dia da lavoura. "Hoje, nosso produto foge do padrão. Diferentemente das bandejas tradicionais, em que os morangos têm tamanhos e qualidades distintas, nós vendemos uma caixa diferenciada, de papelão, com um quilo de morango selecionado no valor de R$ 20. Nosso retorno mais que dobrou".
Se a volta para a propriedade valeu a pena? A resposta está na ponta da língua. "Minha decisão foi super acertada, meus pais me dão toda a abertura para inovação e hoje tudo que ganhamos reinvestimos no negócio. No futuro, queremos partir para a produção orgânica e aumentar a produtividade em cinco toneladas por ano. Em relação à minha qualidade de vida, foi uma mudança completa, com horários mais flexíveis, menos stress, valorização pessoal, retorno financeiro... Estamos muitos satisfeitos". Para quem se interessou pela compra dos Morangos Kasuya via WhatsApp, o telefone é (43) 9860-7340. No Face, basta digitar "Morangos Kasuya".


