A Associação dos Moradores do Conjunto Santa Rita II, de Londrina, vai entrar na Justiça para tentar quitar os imóveis daquele bairro, financiados pelo Banco do Estado do Paraná (Banestado). Embora os contratos tenham sido assinados com cobertura do Fundo de Compensação de Variação Salarial (FCVS), os mutuários não conseguiram nenhum acerto com o Itaú, novo proprietário do Banestado.
Pela medida provisória publicada no Diário Oficial da União em 28 de setembro deste ano, o governo autoriza as instituições financeiras a conceder um desconto de 100% para quitação deste tipo de contrato (com cobertura de FCVS) assinados até dezembro de 1987. ‘‘Eu entendo que os bancos privados que têm carteira hipotecária devem seguir as normas do Sistema Financeiro da Habitação (SFH)’’, afirmou o advogado Aduvalter Ernandes de Souza.
O vice-presidente da Associação dos Moradores do Santa Rita II, Joaquim Ferreira do Nascimento, não vê motivos para o Itaú não seguir a norma do governo. Hoje, às 19 horas, os mutuários do conjunto farão uma reunião para discutir o assunto, no ginásio de esportes do Colégio Polivalente.
‘‘Nós temos direito ao desconto e vamos lutar por isso’’, afirmou Nascimento. Ele paga uma prestação mensal de R$ 54, numa casa cujo contrato foi firmado há 15 anos. ‘‘Eu fui muitas vezes ao Banestado desde que a medida provisória saiu, mas sempre me mandavam voltar em outro dia’’, contou. Nascimento calcula que, apenas no Santa Rita II, existam 224 casas que poderiam ser contempladas pela medida.

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