Marcelo AlmeidaIvan Rawlik, do SebraeAs pequenas e médias empresas interessadas em ser fornecedoras das montadoras que se instalam na Região Metropolitana de Curitiba têm que investir em qualidade, competitividade e preço baixo. Os três itens fazem parte do resultado de uma pesquisa feita em 10% das empresas com potencial para trabalhar para montadoras ou indústrias secundárias que vão fornecer equipamentos para Renault, Chrysler e Audi/Volkswagen.
Das 93 empresas que responderam a um questionário, 100% disseram que lhes falta qualidade total e programa de ISO 9000. Deste total, 65% já iniciaram a corrida em busca da certificação.
‘‘O tripé qualidade, competitividade e preço é fator determinante para uma empresa’’, ressaltou o consultor e técnico do Sebrae (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa), Ivan Rawlik. Entre as empresas, falta ainda investir em mão-de-obra qualificada, equipamento e maquinário adequado.
Mas não foram apenas estes itens ressaltados. O chefe do setor de Compras da Volvo, Victor Sabarreto, alertou para a necessidade de garantir a competitividade. ‘‘Os conceitos de qualidade representam a primeira etapa para entrar no mercado. Hoje, elas têm que se voltar ao processo de produção que garanta qualidade e traga preço competitivo’’, afirmou. A Volvo, primeira montadora instalada no Estado há 20 anos, tem 210 fornecedores, sendo que 30 estão no Paraná. Deste total, metade é pequena empresa.
A fábrica de tratores e colheitadeiras New Holland também tem poucos fornecedores paranaenses. O diretor de Compras da New Holland, Mário Zandomenighi, disse que 63 dos 319 fornecedores estão no Estado. Eles respondem por 8% do volume de compras da New Holland. Segundo Zandomenighi, a meta é aumentar para 85 o número de fornecedores no Estado, elevando para 12% o seu volume de compras anuais nestas empresas. ‘‘Até o final de 98, queremos concentrar mais os fornecedores no Paranᒒ, afirmou Zandomenighi. A New Holland compra em média US$ 94 milhões ao ano.
Fundo de avalA pesquisa do Sebrae mostra ainda que as empresas colocam como prioridade a aquisição de equipamentos e em segundo lugar a recomposição do capital de giro como estratégias para garantir o trabalho junto às montadoras. Para garantir financiamentos para ter o capital de giro, o Sindimetal estuda a criação de um fundo de aval paranaense. A proposta foi defendida pelo consultor do Sindimetal, Luis Antonio Fayet. Ele entregou o projeto ao secretário da Indústria e Comércio, Nelson Justus. O fundo poderia garantir financiamentos de até R$ 500 mil e seria formado com apoio do governo do Estado e BNDES.

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