Montadoras reivindicam incentivo permanente
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sexta-feira, 05 de dezembro de 2003
Agência Folha 
São Paulo Depois de conseguir negociar na semana passada a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do carro zero por mais três meses, as montadoras tentam agora arrancar do governo incentivos permanentes para o setor.
Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a indústria automotiva brasileira tem uma carga tributária direta estimada em 35%. ''Temos a maior carga tributária do mundo. A França, que é a segunda, tem uma carga tributária de 17%'', disse o presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho.
A Anfavea defende a substituição de incentivos fiscais temporários, como a redução do IPI, por medidas de longo prazo. ''O que se deveria fazer, conjugada com a reforma tributária, é uma discussão de janeiro a fevereiro sobre a tabela de IPI e debater se ela merece algum tipo de aprimoramento'', afirmou Carvalho.
Segundo ele, as montadoras não pretendem voltar a negociar com o governo uma nova prorrogação da redução do IPI. Em vez disso, querem participar da negociação de uma política industrial para o setor automotivo. ''Medidas duradouras são muito melhores do que ações temporárias.''
As montadoras querem alterar as regras de retomada de veículos comprados pelo sistema de leasing (espécie de aluguel com opção de compra no final). Segundo a Anfavea, a legislação atual dificulta a recuperação do bem em caso de inadimplência do comprador.
Para acelerar o processo de retomada dos veículos, a Anfavea e a Anefac (associação das financeiras das montadoras) estão elaborando propostas para uma possível alteração da lei de leasing. Segundo Pinheiro, a mudança da regra beneficiaria também os consumidores, já que a tendência é de redução do custo do leasing.


