Curitiba As montadoras do pólo automotivo do Paraná acenam negociar com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba a antecipação de reajuste salarial, para evitar a greve que pode ser deflagrada a partir da próxima terça-feira. A Volvo e a Renault já formalizaram a intenção de apresentar uma proposta de negociação na segunda-feira. A Volkswagen/Audi e o Parque Industrial de Curitiba (PIC), representado pelo Sindimetais, não se manifestaram.
Ontem, encerrou o prazo de 48 horas oficializado pelo sindicato para realização de assembléias com o objetivo de extrair um indicativo de greve do movimento, denominado Campanha Salarial de Emergência. Os metalúrgicos estão reivindicando uma antecipação salarial de 13%, para cobrir as perdas provocadas pela inflação de setembro de 2002 a fevereiro deste ano.
Segundo o sindicato, os trabalhadores das montadoras cruzaram os braços ontem por duas horas, em protesto contra a má vontade das empresas em negociar as perdas salariais. A paralisação não atingiu a Renault, cujo prazo para realização da assembléia é de 72 horas. Na Volvo, a direção da empresa nega que houve paralisação, admitindo apenas a realização da assembléia antes do expediente. A Volks não quis se manifestar sobre a paralisação. O sindicato afirma que 3,5 mil trabalhadores da Volks, Volvo e Parque Industrial de Curitiba paralisaram as atividades.
Segundo a assessoria da Volvo, a empresa está avaliando a proposta de antecipação, mas não definiu nada sobre o assunto. A montadora pretende discutir com o sindicato na rodada de negociações prevista para segunda-feira. A Renault também ficou de apresentar uma proposta na segunda.
Caso não ocorra um diálogo com as montadoras, ''a categoria deve entrar em greve na terça-feira'', avisou a direção do Sindicato dos Metalúrgicos.

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