O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Célio Batalha, afirmou ontem que as montadoras mantêm para este ano as perspectivas marcadas por um ‘‘otimismo renovado’’. Durante seminário do setor automotivo, em São Paulo, ele disse que as indústrias do setor sustentam a estimativa de produzir 1,9 milhão de veículos em 2001 e de obter um aumento de 10% nas exportações, superando 400 mil unidades.
Batalha disse que não vai modificar as metas do setor diante da crise argentina, que pode afetar a economia brasileira, e nem diante da alta do dólar. ‘‘A Argentina é um parceiro importante, mas não é o único atualmente’’, comentou, acrescentando que o Brasil deve expandir os esforços de exportar para o México e para os países da União Européia. - Sobre a alta do dólar, Batalha admitiu que este fator aumenta os custos das montadoras. ‘‘No entanto, acreditamos que, a médio e longo prazo, o câmbio tende ao equilíbrio’’, previu.
O presidente da Anfavea, disse ainda que a recente alta dos juros também não preocupa muito o setor. Tanto que a perspectiva é que as vendas de carros financiados (financiamentos e consórcios) cheguem a 80% do total este ano, seis pontos porcentuais acima do registrado em 2000.
Ele afirmou também que o setor mantém otimismo em relação ao Mercosul e acredita que as discussões sobre a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) devem ser ampliadas. De acordo com Batalha, a previsão de investimento do setor automotivo entre 2001 e 2003 é de US$ 2,3 bilhões. Segundo ele, as indústrias instaladas no País têm capacidade de produzir 3 milhões de veículos.

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