Nem bem encerraram períodos de férias coletivas e layoff, as fábricas da Renault e Volkswagen, em São José dos Pinhais, implementaram ontem novas medidas para controle do estoque. A Volkswagen confirmou duas situações: a entrada de parte da equipe de produção em layoff e as férias coletivas do segundo turno de trabalhadores, por dez dias. A montadora emprega 3.250 pessoas no Paraná, no entanto, a assessoria não informa o número de trabalhadores impactados pelas novas medidas.
Na Renault, serão realizadas quatro paradas totais da produção de carros de passeio, de onde saem os modelos Logan, Sandero e Duster. A primeira aconteceu ontem e as próximas ocorrerão nos dias 14, 27 e 28 de novembro. A montadora justifica a medida como uma adequação dos volumes de produção devido ao recuo do mercado interno (acumulado em 9%, de janeiro a setembro) e, especialmente, à queda de 62% nas exportações para a Argentina, mercado que absorve 25% da produção da empresa francesa.
A Renault já recorreu a férias coletivas duas vezes neste ano, a primeira em junho e a segunda entre 13 e 22 de outubro, quando também foi atingida a divisão de motores e deixaram de ser produzidos 10 mil veículos e 12 mil motores. O layoff já foi adotado pela Volkswagen duas vezes este ano, em fevereiro e maio. O acordo consiste na suspensão do contrato de trabalho por no máximo cinco meses. Neste período, o funcionário passa a receber o seguro-desemprego do governo federal, mais a complementação do salário por parte da empresa.

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