Montadoras iniciam mobilização para reduzir mais os impostos
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segunda-feira, 25 de agosto de 1997
Agência Estado São Paulo 
A temporada de lançamento de carros médios deverá levar a indústria automobilística a retomar uma velha briga com o governo: a tentativa de redução de impostos. O peso dos impostos no preço final dos carros é de 23% em um popular e de 33% a 35% nos demais.
Por conta de questões ainda pendentes no regime automotivo - notadamente relacionadas aos benefícios fiscais para importação -, as montadoras abandonaram a mobilização para diminuir o degrau do Imposto sobre Produção Industrial (IPI). Hoje o popular recolhe alíquota de IPI de 8% e os demais modelos, 25%.
Antes da edição do regime automotivo, a indústria automobilística brigava no governo pela redução da alíquota de IPI dos carros médios de 25% para 15%.
A associação dos fabricantes tem evitado fazer muitos comentários sobre a possibilidade de retomar a discussão com o governo. A Anfavea abraça a redução de impostos; temos falado nisso à exaustão, limita-se a dizer o vice-presidente de Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto.
Preço Os constantes reajustes de preços nos populares podem, no entanto, servir de argumento ao governo para não atender à reivindicação do setor. É o que pensa do presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores Fiat (Abracaf), Humberto Pereira Carneiro. A justificativa do tributo não está colando mais, destaca o empresário que representa os concessionários Fiat. Carneiro se refere à dificuldade que os fabricantes terão para explicar ao governo por que querem para os modelos médios um privilégio fiscal semelhante ao do carro popular se o modelo popular é o que mais sofre reajuste de preços.
O presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras (Abeiva), Daniel Buteler, prevê que o segmento dos carros populares poderá encolher entre 10% e 15% a partir do momento em que a faixa dos médios for enriquecida com mais lançamentos. Buteler também defende a redução de impostos. Já foi comprovado que há uma resposta imediata do mercado quando os impostos baixam, destaca.


