As montadoras instaladas no País ainda não acertaram o relógio da produção ao ritmo de venda de veículos. Em setembro, as indústrias automotivas produziram 137.263 veículos, o que corresponde a uma queda de 11,91% em relação a agosto, quando foram fabricadas 155.825 unidades. Os números foram divulgados ontem pela Anfavea (a associação das montadoras).
Na comparação com setembro de 2000, quando a produção de veículos totalizou 148.007 unidades, a queda foi de 7,26%. Apesar da redução, o ritmo das montadoras está em descompasso com o desempenho das vendas, que em setembro caíram numa proporção muito maior que a produção.
Em setembro, as indústrias automotivas venderam 100.912 automóveis nacionais e importados no atacado (da montadora para a concessionária), o que corresponde a uma queda de 22,22% em relação ao mesmo mês de 2000, quando foram comercializadas 129.747 unidades.
O resultado das vendas de automóveis de setembro é o pior dos últimos 20 meses, só ficando superior a janeiro de 2000, quando foram comercializadas 100,9 mil unidades. Na comparação com agosto, quando foram vendidos 130.881 automóveis nacionais e importados, a queda foi de 22,9%.
As incertezas sobre o cenário político e econômico internacional ainda não afetaram a exportação de veículos em setembro. As montadoras instaladas no País venderam para o mercado externo, em setembro, o equivalente a US$ 370,324 milhões em veículos inteiros, motores, peças e máquinas agrícolas.
A receita representa um aumento de 18,56% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando as exportações somaram US$ 312,351 milhões.
As previsões do mercado são que as exportações caiam daqui para frente, já que muitos países devem suspender pedidos de compra diante das incertezas em relação ao futuro da política internacional. Esse movimento deve agravar ainda mais o quadro de recessão mundial criado em períodos de guerra.
Na comparação com agosto, quando as montadoras exportaram US$ 306,814 milhões, o aumento foi de 20,70%.
As montadoras venderam para o mercado externo, no acumulado de janeiro a setembro, US$ 3,105 bilhões, um crescimento de 8,86% em relação à receita de US$ 2,852 bilhões registrada no mesmo período do ano passado.
Segundo a Anfavea, a Fiat se manteve na liderança do mercado de automóveis e comerciais leves em setembro, com uma participação de 27,8% (25.639 unidades comercializadas) sobre as vendas totais nacionais, de 92.191 unidades.
O segundo lugar ficou com a Volkswagen, que vendeu 22.311 automóveis e comerciais leves, o que representou participação de 24,2% sobre o total vendido no mês. Em seguida, vem a General Motors, com a venda de 19.389 unidades (21%). Em quarto lugar, ficou a Ford, com 7.536 unidades vendidas (8,2%).

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