SÃO PAULO - As exportações das três maiores montadoras de veículos do País - Fiat, General Motors e Volkswagen - devem chegar este ano a US$ 2,9 bilhões contra US$ 1,8 bilhões em 96, segundo projeções dessas empresas. O melhor desempenho será da Fiat que saltará de US$ 400 milhões para US$ 1 bilhão, um crescimento de 150%. Os dirigentes da indústria automobilística atribuem o bom desempenho das exportações ao acordo automotivo firmado há um ano com o governo brasileiro.
O presidente da Fiat, Giovanni Razelli, afirma que o esforço exportador da empresa está centrado no Palio. A montadora aposta no modelo para conquistar expressivas fatias de mercado não só na América Latina, mas também em outras regiões do globo. Poloneses e turcos, por exemplo, já estão comprando o Palio ‘‘made in Brazil’’. Em breve, o carro deverá ser colocado em outros países.
Com vendas externas na casa dos US$ 900 milhões, a Volks trabalha no momento para ultrapassar o patamar de US$ 1 bilhões. O vice-presidente para Assuntos Corporativos da empresa, Miguel Jorge, informa que estão em andamento negociações para a exportação de mais 15 mil veículos Gol por mês. ‘‘Estamos investindo pesado nas novas fábricas para ampliar as exportações’’, anuncia Miguel Jorge.
Na General Motors, as exportações devem chegar a US$ 1 bilhão no final do ano, contra US$ 740 mi no ano passado, prevê o diretor de Assuntos Corporativos, José Carlos Pinheiro Neto. Segundo ele, há um esforço grande na GM para a conquista de novos mercados. ‘‘Já estamos exportando para a Rússia e estamos em negociações com a China’’, informa.
No plano institucional, as montadoras dedicam grande empenho em preservar o acordo automotivo brasileiro. Pinheiro Neto lembra que a GM chegou até a escrever para o presidente Bill Clinton, defendendo o acordo. Giovanni Razelli acrescenta que também a Fiat pediu para o governo italiano apoiar o Brasil junto à Organização Mundial de Comércio (OMC). ‘‘É um acordo correto e permite o desenvolvimento do País, além de ampliar sua presença no mercado internacional’’, conclui o dirigente da Fiat.

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