Arquivo FolhaA plena cargaNovas linhas de produção de 16 indústrias vão ampliar a oferta de vagas no setor automobilísticoA Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) informou ontem ao governo que o programa de investimento de suas filiadas deverá gerar 10 mil novos postos de trabalho entre o final de 1999 e o ano 2000. Reunidas, 16 montadoras associadas à entidade prometeram a investir US$ 18,7 bilhões na ampliação ou construção de linhas de montadoras no País. A tendência, entretanto, é a desconcentração dos investimentos da indústria automotiva que, tradicionalmente, foram direcionados para a região do ABC paulista (Grande São Paulo).
Segundo José Carlos Pinheiros Neto, presidente da Anfavea, a maior parte desses investimentos não será destinada ao ABC, mas ao interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia. Ele ainda afirmou ao ministro Edward Amadeo (Trabalho) que o setor não pretende dispensar funcionários. ‘‘Nenhuma associada nossa admite a possibilidade de demissão’’, declarou.
Ele citou como exemplo o fato de ‘‘uma das montadoras filiadas estar atualmente contratando mais de 500 novos empregados’’. A Agência Folha apurou que essa empresa é a Mercedes-Benz, que anunciou no último dia 13 a contratação de 250 funcionários em regime de tempo determinado de trabalho (de junho a outubro). Em fevereiro, a empresa já havia admitido outros 250 empregados também por tempo determinado (até novembro) em sua fábrica de caminhões e chassis de ônibus em São Bernardo do Campo.
Além da audiência com Amadeo, Pinheiro Neto reuniu-se ontem com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, e com o ministro José Botafogo Gonçalves (Indústria, Comércio e Turismo). O otimismo da Anfavea com relação à geração de empregos em curto prazo está ligado basicamente aos projetos de ampliação da produção de boa parte das montadoras, como é o caso da Mercedes-Benz. A empresa vai aumentar a produção diária de caminhões de 185 para 215 unidades. Além disso, o setor compensou a redução de suas vendas internas com o crescimento das exportações.

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