Curitiba - A Renault pretende conceder férias coletivas nas duas últimas semanas de dezembro para os funcionários, como acontece todos os anos. A empresa tem 4.500 empregados no Brasil, sendo a maioria na fábrica de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A unidade produz 600 carros por dia. Por enquanto, ainda não há planos de mexer na produção. A empresa informou que pode fazer adequações por conta da demanda do mercado. De janeiro a setembro, a marca vendeu 91.801 veículos, 82% a mais que no mesmo período do ano passado.
A Volvo, que possui uma unidade na Cidade Industrial de Curitiba, vai conceder as férias coletivas tradicionais de duas semanas a partir de 23 de dezembro. A fábrica produz 79 caminhões e sete ônibus por dia e ainda não tem previsão de alteração nos planos da empresa com a crise, ao menos, para este ano. A companhia informou que ainda é muito cedo para fazer estimativas para 2009. De janeiro a setembro, a fábrica vendeu 7.736 caminhões, 36,7% a mais que no mesmo período de 2007. Nos primeiros nove meses do ano foram vendidos 261 ônibus, volume 177% superior ao do ano passado.
A Case New Holland, que fabrica tratores e colheitadeiras na Cidade Industrial de Curitiba, não tem programação de férias coletivas e continua operando nos três turnos. A empresa, que tem 2.265 funcionários, informou que não há redução de produção prevista. As outras unidades de Contagem (MG) e de Piracicaba (SP) que fabricam máquinas de construção e colhedoras de cana, respectivamente, não têm férias coletivas programadas.
A Fiat encerrou no dia 15 de outubro férias coletivas para um grupo de 1.700 funcionários de um total de 15 mil na unidade de Betim (MG). Os trabalhadores retornam hoje. A montadora informou que as férias acontecem sempre em julho e no final do ano. Nos últimos dois anos, as férias ocorreram só no final do ano e, mesmo assim, parciais, o que gerou um acúmulo de férias. Ainda não há previsão de férias para dezembro de 2008.
De janeiro a setembro, a unidade de Betim produziu 602.577 veículos, 14,1% a mais que no mesmo período de 2007. A marca vendeu 521.050 veiculos nos primeiros nove meses do ano, volume 21,1% maior que no mesmo período de 2007.
O setor de carros novos parece ainda não ter sido afetado pela crise. O presidente da Fenabrave-PR, Luís Antônio Sebben, acredita que o setor vai encerrar o ano com aumento de vendas de 13% a 15% em relação a 2007.
Sebben acentuou que 70% dos negócios realizados nesse setor dependem de financiamento. No entanto, apontou que os bancos têm dificultado a aprovação de créditos, reduziram os prazos de uma média de 84 para 36 meses, e elevaram os juros que estão em 1,85% ao mês. O Paraná vendeu 287.107 veículos novos até setembro, 18,16% a mais que no mesmo período de 2007. (A.B. com Agência Estado)

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