São Paulo - As montadoras não pretendem negociar aumentos salariais com os trabalhadores neste mês, informou ontem o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ricardo Carvalho. Segundo ele, o setor passa por dificuldades e não quer aumentar ainda mais seus custos. O executivo teme, entretanto, paralisação nas linhas de montagem, principalmente de produtos destinados à exportação.
A entidade recebeu dos trabalhadores ligados à Força Sindical pedido de antecipação salarial de 10%. Dos metalúrgicos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) a reivindicação é de um abono referente à perda acumulada com a inflação. As montadoras empregam 92,2 mil pessoas.
O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopes Feijóo, disse que a reivindicação é resultado da inflação. ''As empresas podem dizer não, mais vamos analisar formas de luta.

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