Brasília - Se depender das primeiras informações que a Receita Federal repassou ao ministro da Fazenda, Antônio Palocci, o acordo feito pelo governo com as montadoras e sindicatos dos trabalhadores para redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será mantido até o fim de novembro, quando está previsto seu encerramento. Apesar de pesquisas de entidades ligadas ao comércio mostrarem que a queda de 3 pontos porcentuais não se refletiu em redução no preço dos carros ao consumidor, Palocci afirmou que as montadoras cumpriram a sua parte.
''Pedimos à Receita Federal que acompanhasse todo o procedimento, mas as informações que temos até agora é que as montadoras transferiram a redução de IPI para as revendas. É preciso verificar exatamente o que está acontecendo nas revendas'', afirmou. ''Se, evidentemente, as empresas não estivessem cumprindo aquilo que foi proposto, o governo não teria por que manter o acordo'', afirmou, ressaltando que, até o fim de novembro, o governo irá avaliar se a experiência com o setor automotivo rendeu frutos, podendo se tornar permanente ou ainda ser ampliada para outras áreas.
De acordo com pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) o preço dos carros novos subiu 1,87% em agosto. Isso contraria a expectativa do governo de redução dos preços e aumento das vendas, já que desde o dia 5 de agosto as montadoras estão se beneficiando da diminuição no IPI.
Na avaliação do ministro, no entanto, não há por que o governo interferir na formação de preços do varejo. ''Se os agentes econômicos não souberem ter um adequado comportamento em relação a preços, o cidadão define o seu comportamento em relação a compras. É assim que funciona a economia'', disse.

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