São Paulo- Carros de baixo custo, acessíveis às grandes massas principalmente nos mercados emergentes, mas também na Europa e EUA, são a nova fronteira do desenvolvimento da indústria automobilística mundial. A corrida pelo automóvel barato mobiliza montadoras no mundo todo, que tentam reinventar o jeito de produzir automóveis.
O desafio é criar modelos com design atrativo ao consumidor e preços abaixo de US$ 10 mil (R$ 20 mil). A indústria brasileira tem pelo vários projetos previstos para os próximos cinco anos, alguns ainda fora dessa meta de preço. Importados também devem chegar, como o novo QQ, que será produzido pela Chery no Uruguai. A versão atual é vendida na China por US$ 3,5 mil (R$ 7 mil).
A expansão dos chineses e indianos coloca pressão entre montadoras tradicionais para terem produtos competitivos, despojados de alta tecnologia, acabamento simples e novas matérias-primas.
O carro mais barato hoje no Brasil, o Mille, custa R$ 22 mil. Lançado há mais de 20 anos, ficou em quarto lugar entre os mais vendidos em 2006, com 115.152 unidades. A Fiat já estuda um sucessor mais barato.
O presidente da Fiat na Itália, Sergio Marchionne, disse que, além do Brasil, o carro pode ser feito na China, Índia e Turquia e será vendido também na Europa para enfrentar o Renault Logan, que custa 8 mil (R$ 22 mil).
A versão nacional do Logan, produzida no Paraná, chega ao mercado em junho, na categoria de sedãs pequenos. Veículos já disponíveis no País nesse segmento custam a partir de R$ 28 mil. A Renault promete que seu modelo será mais competitivo. A montadora francesa tem outra novidade para início de 2008.
A General Motors pretende desenvolver uma família de carros a preços entre US$ 5 mil e US$ 7 mil, valores sem considerar os impostos locais, informa o presidente da empresa no Brasil, Ray Young. Com 30% de carga tributária, em média, no mercado brasileiro os valores seriam entre R$ 14 mil e R$ 20 mil.
O Celta, o mais barato da GM, custa R$ 24,9 mil. Young não exclui também a possibilidade de importar carros ou componentes para montagem local da subsidiária da China.
A Ford lançará em novembro seu novo carro de entrada, que deve substituir o Ka, vendido a R$ 23,1 mil. O modelo, porém, custará cerca de R$ 25 mil.

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