Montadoras comemoram 3º melhor mês em produção
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quarta-feira, 06 de outubro de 2004
Cleide Silva<br>Agência Estado 
São Paulo Em meio a mais um embate com as siderúrgicas por causa de novos reajustes no preço do aço, a indústria automobilística registrou em setembro o terceiro melhor mês da história, com a produção de 202,8 mil veículos. Com esse resultado, o setor acumula 1,626 milhão de unidades produzidas, volume recorde para o período de janeiro a setembro.
O resultado mensal só perde para os de setembro e outubro de 1997, ano recorde de produção, com 2,069 milhões de veículos fabricados. O volume deve ser superado este ano, pois as montadoras esperam produzir 2,1 milhões de unidades, 15% a mais do que em 2003. As vendas internas aumentaram 5,5% ante agosto, para 137,7 mil veículos. O desempenho possibilitou às montadoras a contratação de 756 trabalhadores em setembro. No ano, foram criadas 7,8 mil vagas. O setor emprega agora 98,6 mil pessoas, quadro que não era atingido desde 2000.
Mesmo com esse desempenho, as montadoras reclamam do aumento de custos, que pode prejudicar as vendas internas e externas. ''Os preços do aço sobem além do poder aquisitivo dos brasileiros'', diz o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb.
Entre janeiro e agosto, o aço subiu 41%, segundo a Anfavea. Com o novo reajuste de 10% a 15% solicitado pelas usinas neste mês, o índice chegará a 59%. Os automóveis, em contrapartida, ficaram até 12% mais caros, ante uma inflação de 10% no período. Nos últimos dias, as montadoras desencadearam novos aumentos. Modelos da Volkswagen, General Motors e Ford tiveram aumentos médios entre 1,4% e 2,3%. Hoje foi a vez da Fiat reajustar suas tabelas em 1,8%, em média.
Já as exportações, em valores, apresentaram recuo de 9,1% em setembro ante agosto, para US$ 709 milhões. Segundo a Anfavea, a queda é resultado de atrasos em embarcações por causa dos recentes furacões que atingiram os Estados Unidos. ''A projeção de encerrar o ano com exportação recorde de US$ 7,5 bilhões está mantida'', afirma Golfarb.


