Montadoras avisam que vão permanecer na Argentina
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de novembro de 2003
Ariel Palacios<br>Agência Estado 
Buenos Aires ''As montadoras instaladas na Argentina não deixarão o país''. A afirmação é de Jonathan Holcomb, presidente da Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (Adefa), que em declarações ao jornal ''Clarín'', o mais importante do país, sustentou que ''não dá para uma montadora se dar ao luxo de entrar em um mercado como o argentino e sair. Vejo em todas as montadoras uma forte convicção de permanecer no país''.
Nos últimos dois anos as montadoras tiveram os piores momentos de sua história na Argentina. Em 2002 as vendas registradas foram de 180 mil unidades, o que indica um número inferior às de 1961.
Este retrocesso de quatro décadas continuou ao longo de 2003. Holcomb afirma que de janeiro a outubro foram vendidas 135 mil unidades. No entanto, sustenta que espera que até fins deste ano as vendas chegarão a 200 mil unidades.
Segundo ele, o setor precisa exportar, já que ''o mercado local não se recuperará tão facilmente''.
Halcomb explicou que a dependência do mercado brasileiro para as exportações automotivas argentinas foi drasticamente reduzida. Citando como exemplo o caso da empresa que dirige, a Daimler-Benz, afirmou que ''três anos atrás destinávamos 80% de nossa produção ao Brasil, mas hoje destinamos somente 35%''.
A Adefa prevê um crescimento do PIB de 3% para 2004. ''Mas estamos cautelosos e com muitas incógnitas. Não vemos medidas destinadas a incentivar o consumo.''


