As montadoras paranaenses de automóveis e máquinas agrícolas tiveram um aumento de 54,24% na produção de fevereiro em relação ao mês anterior, atingindo 14.781 unidades. O levantamento, divulgado ontem, foi feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e analisou os dados da Renault, Daimler-Chrysler, Volkswagen/Audi, Volvo e New Holland.
O crescimento já era esperado, já que em janeiro a produção foi pequena (9.583 unidades) por causa das férias coletivas. A participação paranaense no mercado brasileiro subiu de 7,58% em janeiro para 10,15% em fevereiro. A estimativa do sindicato é de que essa participação atinja 12% no final do ano.
A expectativa é de crescimento constante na produção nos próximos meses, atingindo no ano 50% a mais do que em 2000, revelou o diretor de Educação do Sindicato, Clementino Tomaz Vieira. Atualmente, a média de produção por mês é de 12.182 unidades, contando automóveis e máquinas agrícolas. No final do ano, este número deve ser de 18 mil.
As exportações paranaenses aumentaram de 3.827 unidades para 5.175, porém recuaram de 42% para 37% na participação da produção. Vieira ressalta que o setor automotivo local não sofreu com a crise econômica da Argentina, porque as montadoras direcionaram as vendas externas para o México e Estados Unidos.
O economista do Diesse, Cid Cordeiro, considerou importante o crescimento da montadora de máquinas agrícolas New Holland, que no primeiro bimestre deste ano produziu 37% a mais do que no mesmo período em 2000. ‘‘Não é um caso de uma empresa que acabou de se instalar, mas de uma que já está consolidada no mercado.’’ Ele disse que esse aumento foi impulsionado pelo financiamento concedido pelo BNDES.

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