Montadora quer economizar 10% de energia
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segunda-feira, 28 de maio de 2001
De Curitiba 
A direção da Renault no Brasil montou um grupo de trabalho para apresentar propostas de redução do consumo de energia no complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais. Com a entrada em funcionamento da nova fábrica de motores, a expectativa é que o consumo da empresa salte de 11 mil megawatts/hora em 2000 para 25 mil megawatts/hora em 2001.
Queremos reduzir entre 5% e 10% do nosso consumo geral, assim como as pessoas estão fazendo em suas casas, disse o presidente da Renault no Brasil, Luc-Alexandre Ménard. Além disso, a empresa está desenvolvendo estudos para substituição da energia elétrica por gás natural em algumas etapas da produção. Até agora todos os acordos que fizemos com a Copel para fornecimento de energia estão sendo cumpridos, afirmou.
Parte dos fornecedores de Renault estão localizados em regiões mais suscetíveis a apagões. Apesar disso, Ménard garantiu que as metas de produção da empresa para este ano estão mantidas. Menos de 30% de nossos fornecedores estão em Minas Gerais e São Paulo e até agora nenhum disse que terá problema de abastecimento, contou. De acordo com o presidente da Renault no Brasil, todas as montadoras do País, inclusive as localizadas em áreas críticas, estão mantendo as previsões de produção.
O presidente da Renault disse que quando a direção mundial da empresa escolheu o Paraná para fazer investimentos, sabia que não teria problemas com fornecimento de energia elétrica ou água. A questão da energia elétrica foi o principal assunto nos discursos de inauguração da fábrica de motores da Renault.
O governador Jaime Lerner (PFL) disse que só haverá racionamento no Paraná se a intenção for prejudicar deliberadamente o Estado. Somos superavitários na geração de energia e estamos ampliando ainda mais a capacidade de produção, não há motivo para incluir o Paraná no racionamento, afirmou.
Segundo Lerner, o Paraná poderá gerar mais 6,5 mil megawatts/hora de energia elétrica nos próximos anos. Isso representa quase 10% da capacidade instalada de todo o País.
Nas previsões de novas fontes de geração estão os contratos com a província de Missiones, na Argentina, e a entrada em funcionamento das duas termelétricas de Araucária, uma a gás natural da Bolívia e outra movida a óleo. Conseguimos equalizar os problemas do risco na compra do gás da Bolívia dolarizado, com uma equação que divide os riscos entre todas as partes conseguimos viabilizar o projeto. Em todo o País há 49 projetos de termelétricas a gás natural, mas nenhum conseguiu sair do papel por falta de garantias de manutenção de preços. A termelétrica de Araucária estará em funcionamento até agosto. (E.C.)


