Montadora quer dobrar participação no Mercosul
A Renault pretende dobrar a participação no mercado de automóveis do Mercusul, abocanhando 9% desse segmento até o ano 2001. Para o Brasil, a meta é sair de 0,5% de participação para algo entre 6 a 8% no mesmo período. Segundo o diretor da Coordenação Comercial do Mercosul, Gilles Normand, existe uma demanda reprimida muito grande na região em comparação com outras partes do mundo. No Brasil a relação de um carro para cada 11 habitantes, enquanto na França, que é um mercado do mesmo tamanho do Brasil, a relação é de um automóvel para cada pessoa.
Normand disse que em 1997 o maior mercado do Mercosul para a Renault foi a Argentina, onde a empresa lidera as vendas com 19% do mercado. No Brasil, a Renault trabalha timidamente com apenas 0,5% de participação. Vamos trabalhar para elevar as vendas brasileiras e ao mesmo tempo manter a liderança na Argentina, disse Normand.
Esse crescimento faria as vendas atingir 130 mil carros no Brasil e 250 mil unidades no Mercosul, que segundo Normand se tornaria no segundo mercado para a Renault fora a Europa.
No ano de 1997 foram vendidos 2,5 milhões de veículos no Mercosul e 1,9 milhão no Brasil, o que dá ao mercado nacional a condição do sétimo mercado mundial, e o primeiro do Hemisfério Sul. Para Normand, o Mercosul deve chegar ao início do milênio com um mercado de 3 milhões de veículos.





