Curitiba - Os trabalhadores da Volvo devem se reunir hoje, em assembléia, para rejeitar a proposta da montadora de não repor as perdas da inflação para todas as faixas salariais. A montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região Metropolitana estão negociando o reajuste que começa a vigorar a partir de setembro, mês da data-base da categoria.
Na pauta de negociação, o Sindicato está pedindo a reposição das perdas da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que este ano deve atingir entre 9% e 9,5%. Mas a empresa está propondo repor o INPC integral somente para os trabalhadores que ganham até R$ 2.500,00. Cerca de 900 trabalhadores, dos 1.300 funcionários da montadora estão nessa faixa salarial.
Para os demais, a Volvo propõe pagar um adicional fixo no valor do reajuste máximo para os trabalhadores que ganham até R$ 2.500,00, independente do valor do salário. Essa faixa salarial abrange cerca de 400 empregados. Para o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Clementino Tomaz Vieira, a reposição integral da inflação apenas para uma determinada faixa salarial cria um desconforto entre os trabalhadores e a proposta deve ser rejeitada.
Vieira elogiou a montadora que renovou integralmente todas as cláusulas sociais da convenção coletiva assinadas há dois anos. Segundo o sindicalista, o único empecilho na negociação é a questão financeira.
Segundo Vieira, a Volvo se tornou a líder nacional na venda de caminhões e, ao contrário do mercado de veículos leves e de passeio, tudo o que produz está vendendo. Para se ter uma idéia, em agosto a montadora produziu 373 caminhões e vendeu 405, ou seja, os estoques estão reduzindo e a produção tem que ser acelerada. Os trabalhadores já estão sendo convocados a chegar uma hora mais cedo no turno de trabalho para dar conta da produção.

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