Montadora demorou para se reestruturar
Alguns especialistas afirmam que os problemas da Volks vão além da sua dependência das exportações em um momento de câmbio desfavorável e da falta de competitividade da unidade Anchieta. A demora da montadora em reestruturar sua rede de concessionárias -a concentração de revendas nas mãos de grupos de empresários melhora a profissionalização do negócio e permite maior controle sobre a marca- também é apontada como um dos fatores da crise.
Todas as montadoras realizaram esse processo de reestruturação, mas a avaliação é que a Volkswagen demorou mais em fazê-lo e o realizou com menos intensidade. A montadora afirma, entretanto, citando dados da Assobrav Associação das Revendas da Volkswagen (Assobrav), que a sua rede foi reestruturada e que, de 1,4 ponto-de-venda por grupo, a média passou a ser de 1,7 ponto-de-venda.
Outra crítica feita à empresa é que, diferentemente de outras grandes montadoras do país, como a GM e a Ford, ela não reestruturou suas operações e investiu em modelos cujas vendas ficaram aquém do esperado, como o Polo e o
Golf.
Para consultores, a montadora tem um custo maior, uma estrutura mais complexa para gerenciar (são cinco unidades no país) e uma gama menor de modelos de veículos na comparação com outras empresas.
A montadora se defende afirmando que fez a lição de casa: seus custos fixos caíram 30%, em 2003, para 17%, e sua produtividade melhorou 52%. A Volkswagen diz ainda que, de 13 veículos em seu portfólio em 2003, passou para 16 hoje.
(M.P.)





