Monstro prometia mais no Catuaí
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segunda-feira, 03 de março de 1997
Bete Fagundes 
Mílton DóriaNo sábado, a promoção foi prejudicada pela falta de energia no shopping durante três horasO início da Liquidação Monstro, do Catuaí, não foi dos melhores. Faltou agressividade e, pior ainda, faltou luz no shopping logo no primeiro sábado de promoção. Ontem os lojistas lamentavam um ou outro acontecimento, mas também não deixavam de falar das boas expectativas de vendas com a campanha.
Na sexta-feira, primeiro dia da promoção, o londrinense ainda não tinha visto o tal monstro rondando a cidade. De todas as peças publicitárias anunciadas até então como instrumentos de forte impacto, o monstro prometia mais. A campanha em emissoras de rádio, TV e jornais já era conhecida, mas os out-doors com o personagem principal foram colocados em alguns pontos apenas no sábado à noite. E não causaram frisson. Leitores ligaram para a Folha falando isso.
No sábado, o shopping e outras áreas de Londrina ficaram sem luz praticamente das 15h30 às 18 horas. Segundo a Copel, uma brincadeira de crianças com pipas, pedras e cordão provocou o desligamento de uma linha de transmissão que atende a subestação do Jardim Bandeirantes e, por extensão, o Catuaí. As lojas que não fecharam, tiveram que receber o consumidor à meia-luz.
Não levamos sorte naquele dia, mas ontem (domingo) já tivemos um bom movimento, disse a gerente da Klaatu, Jaqueline Barbieri. Uma parte desse movimento ela diz que vem de Arapongas, onde foi aberta ontem a Movelpar - Feira de Móveis. A loja onde ela trabalha é uma das tantas que oferecem descontos de até 50% no preço à vista ou no cartão.
Apesar de tudo, as notícias do Departamento de Marketing são boas: na sexta-feira, o shopping registrou um número 70% maior de veículos, na comparação com a última sexta-feira de fevereiro de 96. No sábado, dia do blecaute, o aumento do número de veículos sobre o primeiro dia de março de 96 foi de 54%. A campanha vai até o dia 9 e conta com a adesão de 80% das 198 lojas do Catuaí. É o que informa o Departamento de Marketing.
EstacionamentoO outro grande shopping de Londrina, o Com-Tour, começa a semana cobrando o estacionamento do consumidor. São R$ 0,50 por 90 minutos, cinco minutos de tolerância e, a partir daí, R$ 1,00. A cobrança divide os lojistas. Francisco Leite Chaves, proprietário do shopping, fala que é preciso disciplinar o uso do estacionamento - hoje ocupado pelos bancos, TVs e comércio em geral. Empresas instaladas nas imediações do shopping.
Não é o que pensa o Muffatão, âncora do Com-Tour. Não somos favoráveis à medida porque sabemos que a tendência é de queda do movimento, afirma Humberto Bonthak, gerente do supermercado. Para reforçar, ele lembra que na primeira tentativa de cobrar pelo estacionamento, no final de 1994, o Com-Tour enfrentou uma queda de 20% a 25% do movimento.
Como o Leite Chaves foi taxativo, arrendou o estacionamento e diz que não tem volta, o caso agora será discutido entre ele e o dono do supermercado (Pedro Muffato), comentou ontem o gerente. O encontro será ainda nesta semana. Leite Chaves parte desta mudança para reformular todo o shopping, do piso ao teto.


