Depois de a Justiça ter definido que a empresa Monsanto poderia plantar soja transgênica, mas que a produção estaria proibida de ser comercializada e teria a fiscalização do governo estadual, o Rio Grande do Sul iniciou, neste fim-de-semana, a primeira colheita do grão transformado geneticamente. A colheita ocorreu na fazenda Palmeirinha, em Palmeira das Missões e o secretário da Agricultura, José Hermetto Hoffmann, acompanhou todo o processo, que se estendeu por 435 ha.
O governo gaúcho acompanha tudo, como numa operação de guerra. Os caminhões são acompanhados todo o tempo. O objetivo é evitar a venda da soja.
A soja está sendo transportada para a unidade de beneficiamento da Monsanto no município de Não-Me-Toque, 268 km de Porto Alegre. Para evitar a comercialização, outra medida judicial foi tomada - a Monsanto é depositária do que for armazenado. Os cinco agrônomos destacados pelo governo gaúcho para a fiscalização ainda coletarão mostras de sojas plantadas em lavouras próximas ao local. Teme-se que elas sejam contaminadas pela transgênica. A Monsanto ainda tenta, por via judicial, a liberação do produto colhido para o comércio. O governo gaúcho utiliza o tempo como estratégia:
passando-se 12 meses, o produto é considerado inutilizado. O processo
pode demorar.

mockup