A polêmica sobre a produção de soja transgênica foi tema de uma das mesas redondas do 2º Congresso Brasileiro de Soja, que reúne especialistas de vários países. O diretor da Monsanto nos Estados Unidos, Hamer Paschal, levantou a bandeira em defesa do sistema de produção de sementes de soja modificada geneticamente.
Ele citou ‘‘a produtividade, a resistência as doenças e a redução do uso de herbecidas e danos ao meio ambiente’’. Segundo Paschal, a soja transgênica é uma realidade em 36 milhões de hectares de lavouras no mundo, 68% delas nos EUA. ‘‘O setor deve, sim, garantir a pureza e a qualidade das sementes’’, argumentou.
O diretor-presidente da Embrapa, Alberto Duque Portugal, também mostrou posição favorável à soja transgênica. ‘‘A biotecnologia permite introduzir características que o mercado está interessado. Dificilmente o Brasil vai poder ficar fora’’, afirmou. Ele acredita na regulamentação em dois anos, dentro da Lei de Biossegurança.
Portugal desconsiderou uma eventual perda do mercado europeu, que prefere a soja convencional. ‘‘Isso é abusar da inteligência dos norte-americanos. Os EUA ainda têm todas as variedades convencionais. Eles não ficarão de braços cruzados olhando o Brasil tomar conta do mercado.’’
Outro defensor da soja transgênica foi o argentino Rodolfo Luis Rossi, da Nidera Sementes. Ele falou sobre o aumento das exportações após a liberação do uso. O país produziu 25,8 milhões de toneladas na última safra, dando à soja o título de principal produto argentino para exportação. (A.P.)

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