Depois da puxada dos juros promovida pelo governo, o ajuste das taxas no crédito pessoal ainda não foi definido.
Com novos ajustes para cima, o custo dessa linha de financiamento vai ficar mais caro. Por isso, o melhor a fazer nesse momento é aguardar a estabilização do mercado e fugir dos empréstimos e financiamentos. Até porque, a expectativa é que as taxas sejam mantidas nesses níveis por um período relativamente curto.
Segundo os técnicos da área, esse não é um bom momento para fazer empréstimos ou entrar em financiamentos. Maércio Soncine, diretor de produtos do Banco do Brasil diz que, para o consumidor, o melhor a fazer neste momento é aguardar a normalização do mercado.
Muitas instituições suspenderam suas operações na sexta-feira e deixaram para fixar uma nova taxa nesta semana. O Banespa, por exemplo, desde a última terça-feira, parou de oferecer aos consumidores operações prefixadas de crédito pessoal e crédito direto ao consumidor (CDC) com prazo superior a seis meses.
Já o Banco Real cancelou as operações do CDC prefixado. Quem contratar um empréstimo no HSBC Bamerindus já estará pagando juros de 4,09% a 6,69% ao mês. Na semana anterior, as taxas variavam de 3,82% a 6,42% ao mês. Isso significa um reajuste de 0,27 ponto porcentual.
Já as financeiras, que sempre apresentaram taxas mais elevadas do que as cobradas pelos bancos, também não deixaram de repassar a alta dos juros para o consumidor.
O Panamericano aumentou em 1,3 ponto porcentual o custo do CDC, que operava com taxas entre 5,5% e 6,0% ao mês e subiu para 6,8% e 7,3%. No crédito pessoal, o Panamericano estava, até sexta-feira, operando com taxas entre 12,9% e 14,9% ao mês. A taxa de juro para esta semana não foi definida.

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