Momento é de investir em CDBs ou títulos públicos
São Paulo - Com a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano, os juros médios cobrados das pessoas físicas serão de 139,64% ao ano (ou 7,56% ao mês), segundo cálculos da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). É a mesma taxa registrada em dezembro. Com a Selic neste patamar, é preciso ficar mais atento às contas mensais para não se endividar, cortando gastos desnecessários e evitando contrair empréstimos enquanto os juros não diminuírem. Para Mauro Calil, especialista de finanças do banco Ourinvest, a principal dica é não entrar em nenhum empréstimo bancário. "O consumidor deve evitar, a todo custo, pedir dinheiro emprestado para o banco. O melhor é pagar tudo à vista ou, então, utilizar empréstimos somente para compra de bens duráveis, como um imóvel." Os juros de créditos mais caros para o consumidor, como cartão de crédito e cheque especial, devem seguir elevados. Mas o momento não é só de pessimismo. Quem conseguir investir terá um bom retorno, aproveitando a taxa alta de juros. A única ressalva é a aplicação em poupança, que deve, pelo segundo ano, perder para a inflação. Em 2015, a caderneta rendeu 8,07%, contra IPCA de 10,67%. Para aproveitar o momento, as melhores opções são CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), títulos públicos ou fundos de renda fixa, afirma Calil. (Folhapress)





