O consumidor que pretende comprar carro novo deve apressar-se para fechar o negócio. Quem adiar a compra para depois de amanhã corre o risco de ter de desembolsar uma quantia bem maior para comprar o carro. Inicialmente, o preço dos automóveis pode avançar 10% e depois mais 12%. A primeira alta pode ocorrer já a partir da próxima quarta-feira, se o acordo feito entre montadoras e governo, que reduziu a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e barateou em cerca de 10% os veículos, não for prorrogado.
O governo propôs esticar o acordo até 31 de maio, mas, para isso, exigiu que os preços dos veículos continuem fixos. A Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave) está cedendo parte de sua margem de lucro às montadoras para ampliar o prazo do acordo. A decisão deverá sair até amanhã.
A indústria automobilística ainda não tem nenhuma posição definida sobre essas propostas. A partir de quarta-feira, o acordo libera as empresas para promover novos reajustes nos preços, que permaneceram fixos nos últimos 60 dias. As montadoras ameaçam elevar o valor dos carros em até 12%, porque boa parte dos fornecedores de autopeças já embutiu em seus custos a desvalorização do real.
O economista José Eduardo Favaretto afirma que é mais seguro o consumidor antecipar a compra e, com isso, evitar pagar mais caro pelo veículo. Para ele, o acordo pode até ser prorrogado, mas em outras bases. E, nesse eventual novo acerto, ele considera provável algum reajuste de preços.
No acordo, ficou definido ainda que o IPI mais baixo continua valendo para as montadoras até o próximo dia 17, para compensar os carros que foram faturados com alíquota mais alta pouco antes da vigência do acordo. Mas, nesse período, cabe a cada montadora decidir se vai ou não repassar essa vantagem financeira ao consumidor. Por isso, vale a pena insistir e pesquisar preços para fechar o negócio nas concessionárias que ainda não adotaram o aumento.

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