Moinho do grupo Anaconda será shopping de negócios
Carmem Murara
De Curitiba
As instalações do antigo Moinho Paranaense do grupo Anaconda, abandonadas há 30 anos, vão se transformar num centro de negócios e treinamentos, considerado pelos sócios como um empreendimento inédito no País, até meados do próximo ano. A intenção é transformar o local num espaço para exposição e lançamentos de produtos industriais, agregando a eles um conceito de qualidade. O Rheldec nome formado pelas palavras restaurantes, hotéis, escritórios, lojas, design, exposição e conferências foi lançado ontem, oficialmente, em Curitiba.
Os investidores do projeto são o arquiteto Alberto Kampe Netro, ex-diretor da empresa Kampe Arquitetura e Construção, e a administradora de empresas Úrsula Alms, que passará a atuar como diretora comercial do Rheldec. O investimento no novo emprendimento é de US$ 7 milhões, que serão utilizados para a reforma completa do prédio desativado e para a implantação de toda a estrutura necessária para criar auditórios para teleconferências e treinamento, salas para workshops, restaurantes e bares, além de escritórios. Parte deste dinheiro será injetado por empresas que comprarão cotas de R$ 30 mil a R$ 150 mil no centro.
O Rheldec funcionará durante todos os dias do ano, mas haverá eventos especiais por períodos de 70 dias. Nestes dias, arquitetos, decoradores e designs, irão expor seus trabalhos que poderão ser comercializados. O evento Rheldec poderá abrigar 62 expositores, sendo que o primeiro está marcado para o primeiro semestre do próximo ano.
O Rheldec será uma grande mídia para o expositor. Será como um shopping de negócios, onde vão ser ser vendidos desde os produtos até o conceito que eles têm, afirmou Úrsula Alms. A empreendedora disse que a idéia é transformar o local num espaço requintado que possa agregar valor aos produtos expostos, como se o Rheldec fosse um símbolo de qualidade.
O centro de negócios tem uma área coberta de 2 mil metros quadrados. O térreo se destinará a uma área para exposição e escritórios, enquanto os andares acima serão para as construtoras, escritórios modelos projetados para profissionais liberais.
O Rheldec conta com o apoio das empresas Global Telecom, Coca-Cola, Thyssen Sur Elevadores, Engese Engenharia e pelas entidades Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Federação das Associações Comerciais, Embratur e Instituto Paraná de Desenvolvimento.





