Moedas novas perdem o brilho em poucos dias
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de julho de 1998
Agência Estado 
O brilho dos centavos de Real é passageiro. Pelo menos é o que constataram as pessoas que já tiveram acesso ao novo conjunto de moedas do Real, lançado há pouco mais de uma semana pelo governo. Em poucos dias, as moedas de cinco centavos e de um centavo perdem totalmente o brilho, tornando-se escuras e opacas, devido à oxidação. Isso é natural que ocorra, minimiza o diretor de Administração do Banco Central, Carlos Eduardo Tavares de Andrade.
As novas moedas de R$ 0,01 e de R$ 0,05 são feitas de aço por dentro, com uma fina cobertura de cobre. E é justamente o cobre que oxida com a manipulação. Caso as moedas fossem de cobre maciço - como eram as norte-americanas até pouco tempo - a oxidação seria muito mais lenta, segundo o diretor do Banco Central. Ainda é possível encontrar moedas de um cent de dolar, fabricadas em 1987, em melhores condições do que as recém lançadas moedas de centavo do Real.
Carlos Tavares de Andrade diz que o fator econômico impediu que o governo brasileiro optasse por moedas maciças de cobre. O País não produz a matéria-prima, dependendo exclusivamente do produto importado. Isso encareceria a fabricação.
Caso as moedas fossem maciças o volume importado teria que ser muito grande, causando prejuizo à balança comercial brasileira. A nova moeda de um centavo tem um custo de produção de R$ 45,82 por milheiro, e o custo da moeda de cinco centavos é de R$ 60,65 por milheiro. No total, o Banco Central estima que serão gastos R$ 300 milhões, ao longo de oito anos, na substituição das moedas em circulação.


