A cada ano, o Banco Central gasta R$ 400 milhões para cunhar novas moedas. Esse custo poderia ser reduzido pela metade caso os brasileiros colocassem mais as moedinhas para circular e deixassem de lado o hábito de guardá-las em casa. Desde o início do Plano Real em 1994 metade das moedas deixaram de circular porque as pessoas guardam em casa o que representa um volume de R$ 7 bilhões de unidades e uma perda financeira de R$ 1,5 bilhão. Hoje, há 15,5 bilhões de moedas em circulação.
O chefe do Departamento do Meio Circulante (Mecir) do Banco Central, João Sidney de Figueiredo Filho, disse que os homens das classes A e B são os que mais guardam moedas. ''Para essa turma, eu recomendo porta-moedas'', brincou. Os homens retêm, em média, 30% das moedas que passam pelas mãos deles. De todas as moedas recebidas, 25% são guardadas em casa ou no trabalho, sendo que esse percentual chega a 30% para as faixas de 16 a 24 anos e 29% para as classes A e B. ''Não há falta de moedas. O BC teve uma produção recorde de 2 bilhões de unidades neste ano'', destacou. Este volume é 56% maior que em 2008. Hoje o número médio de moedas per capita chega a 80. O custo para fabricar um cédula é de R$ 0,15 e de uma moeda de R$ 0,21.
Outra ação do BC neste ano é aumentar o volume e ampliar a qualidade de notas de R$ 2 e R$ 5 em circulação e facilitar a distribuição de moedas. Para isso, a instituição vai fornecer aos bancos até dezembro cédulas e moedas por meio de trocas. Em Curitiba, o ponto de troca é no Banco do Brasil da Praça Tiradentes.
O BC também vem fornecendo moedas e ainda notas de R$ 2 e R$ 5 em kits de R$ 100 para lojistas. A medida visa dar acesso a troco aos pequenos comerciantes. O volume de cédulas também é superior ao do ano passado. Em 2009, houve um aumento de 67% na produção de cédulas de R$ 2, passando de 420 milhões para 700 milhões. A produção de cédulas de R$ 5 saltou de 255 milhões em 2008 para 400 milhões em 2009 ou um aumento de 57%. (A.B.)

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