Agência Folha
De São Paulo
O mercado de câmbio voltou a apresentar volatilidade ontem pela manhã, mas operou o restante do dia sob calma. A cotação do dólar comercial fechou o pregão em R$ 1,992, com ligeira alta de 0,10% em relação a anteontem. Logo após a abertura do mercado, ainda havia pressão compradora, e o dólar chegou a valer R$ 2,001. À tarde, o mercado ensaiou um recuo, e a moeda atingiu sua taxa mínima – R$ 1,987.
Segundo operadores, o mercado trabalhou sob especulações de que pelo menos três grandes bancos estrangeiros estariam vendendo dólares. Um desses bancos estaria trazendo ao país, até o final deste mês, mais de US$ 200 milhões, o que teria favorecido a queda da cotação ontem. ‘‘O mercado ainda não tem liquidez, mas deve se acalmar, apesar do temor existente em relação à queda da Bolsa de Nova York e às eleições argentinas’’, disse João Medeiros, sócio da corretora Pioneer.
As Bolsas brasileiras refletiram o dia sem novidades no cenário interno e operaram durante todo o período de olho em Nova York. Depois de dois dias seguidos de alta, o índice Dow Jones voltou a despencar, depois do anúncio feito pela IBM, a maior fabricante mundial de computadores, de que seus lucros devem recuar nos próximos dois trimestres. A empresa justifica a projeção com os efeitos do bug do milênio.
O índice Dow Jones, que chegou a registrar queda superior a 200 pontos, fechou com desvalorização de 94,67 pontos (0,91%), somando 10.297,69. A Bolsa de São Paulo acomnpanhou o ritmo de baixa e fechou com uma queda de 0,18% (21 pontos), com 11.253 pontos e volume de R$ 460,715 milhões.

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