Moeda norte-americana sobe 0,48% por pressão de importadores
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quarta-feira, 16 de abril de 2003
Denyse GodoyAgência Folha 
São Paulo - O dólar comercial relativamente barato, vendido durante a maior parte do dia por cerca de R$ 3,07, atraiu grandes compradores. Essas empresas, na maioria importadoras, pressionaram a cotação da moeda norte-americana no final do dia e ela fechou em alta de 0,48%, a R$ 3,095. Ainda assim, é o menor valor desde 2 de setembro.
O valor mínimo do dólar foi R$ 3,060 e o máximo, R$ 3,095. Já o turismo caiu 0,94%, para R$ 3,160 e o paralelo recuou 0,30%, para R$ 3,220.
A expectativa dos operadores de mercado é de que, no curto prazo, o otimismo dos últimos dias se mantenha.
''Os investidores estão antecipando seus negócios, já que esta semana é mais curta devido ao feriado da Páscoa. Se houver, uma mudança de tendência aconteceria após a reunião do Copom (que será realizada nos dias 22 e 23 próximos)'', comenta um analista.
O que alimentou esse bom humor foi a perspectiva de que o fluxo de recursos vindo do exterior se mantenha nos atuais níveis ou até mesmo aumente, porque a confiabilidade do Brasil aos olhos dos investidores estrangeiros está alta. As empresas nacionais se beneficiam disso e conseguem empréstimos lá fora.
A crença dos investidores de que o dólar deve cair anda mais provoca duas reações: a primeira vem dos investidores e principalmente de empresas exportadoras, que têm dólares guardados ou contratos futuros com o dólar em cotação maior do que a de agora. Eles se apressam em vender a moeda ou desfazer as posições tomadas para minimizar seus prejuízos e, dessa forma, acabam derrubando as cotações ainda mais.
A segunda é dos que têm contas a pagar em dólares, como empresas importadoras. Como prevêem que a moeda ainda deve cair mais, deixam de comprar, esperando que o dólar atinja o valor mínimo. A maioria dessas companhias ainda acha que há mais espaço para o dólar recuar.
''A manutenção desse estado de espírito do mercado depende da performance do governo Lula'', afirma Celso Luiz de Souza Barros, da corretora Souza Barros. ''Especialmente no que diz respeito às reformas tributária e previdenciária.''


