Moeda americana volta a fechar em baixa no Brasil
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2002
Agência Estado 
São Paulo A expectativa de que o Grupo Votorantim poderá captar em breve cerca de US$ 1,4 bilhão no exterior fez ontem as tesourarias de bancos se anteciparem na venda de moeda, deprimindo as cotações. O fluxo de entrada positivo no mercado à vista e a nova intervenção do Banco Central argentino vendendo dólares na city portenha também ajudaram o dólar no Brasil a zerar a alta de até 0,93% para fechar em queda pelo quarto dia útil consecutivo, disseram operadores ouvidos pela AE. O câmbio comercial encerrou em baixa de 0,29%, vendido a R$ 2,3680. Assim, o ganho acumulado frente o real no mês e no ano foi reduzido a 2,25%.
Alguns operadores afirmaram que houve o ingresso no mercado entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões, por meio de dois grandes bancos estrangeiros. Além disso, o mercado está contando com a entrada de outras captações, que foram anunciadas por empresas no final do ano passado, mas que ainda não se efetivaram. Entre as quais, a do Votorantim, da Petrobras, da Vale do Rio Doce (cerca de US$ 600 milhões) e dos bancos Safra (cerca de US$ 115 milhões) e Bradesco (cerca de US$ 100 milhões).
No mercado à vista, o dólar comercial oscilou 1,61%, entre a mínima de R$ 2,3590 (-0,67%) e a máxima de R$ 2,3970 (+0,935). O giro financeiro no D+2 à vista manteve-se em US$ 1,035 bilhão, ante US$ 1,064 bilhão registrado anteontem.


