Curitiba – O dólar já está em falta no mercado paralelo, que viveu ontem um dia bastante nervoso com as cotações atingindo R$ 2,75 em Curitiba. A escassez da moeda frustrava alguns investidores que procuravam as casas de câmbio que vendem no paralelo.
Já nos lugares onde há comércio de dólar-turismo ainda era possível comprar, ao preço de R$ 2,66 - informou Gerhard Fuchs, diretor da Transcorp Câmbio Express.
O analista Mohamed Talah Júnior, diretor da empresa de investimentos Century Gestão de Recursos, atribui a escalada do dólar à especulação do mercado e à irritação dos investidores nos fundos de renda fixa, que tiveram sua correção alterada pelo Banco Central. Muitos passaram a comprar dólar.
Fuchs, da Transcorp, alia a escalada do dólar também à crise argentina.
Também a proximidade das férias de julho fez com que muitas pessoas procurassem as casas de câmbio. Não fosse a especulação em torno da moeda, tradicionalmente sua cotação chegaria a R$ 2,55 nessa época do ano, informou.
Os dois analistas concordam que a onda de alta na cotação do dólar é ‘‘bolha de especulação’’ e que o preço pode cair assim que o mercado perceber que a economia não apresentou fatos novos.
Para Fuchs, o mercado entrou num círculo vicioso, ou seja ‘‘quem tem a moeda não vende e quem não tem está procurando para comprar’’. Ele defende uma ação mais eficiente do Banco Central para conter a alta na cotação, ‘‘o que não está acontecendo’’.

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