Moeda americana fecha em alta de 0,75%, a 1 do ano
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quinta-feira, 09 de janeiro de 2003
Agência Folha 
São Paulo O dólar interrompeu a sequência de quatro quedas mantida desde que Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência, na semana passada, e fechou em alta de 0,75%, a R$ 3,320 para compra e a R$ 3,325 para venda. Mas a tendência, ressaltam analistas, ainda é para baixo.
A alta no câmbio é técnica e pode se repetir nos próximos dias, ainda que de modo intermitente. Analistas explicam que toda vez que o dólar atinge uma cotação considerada baixa como onteme, quando a moeda abriu a R$ 3,274 e bateu novamente neste patamar durante a tarde surgem compradores no mercado, geralmente empresas, dispostos a saldar dívidas fora do País. Ainda assim, persiste o clima de forte otimismo com o novo governo e de confiança na retomada da estabilidade econômica.
O Ibovespa, principal índice da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), fechou ontem em queda de 0,76%, aos 11.785 pontos e volume financeiro pouco expressivo, de apenas R$ 377,738 milhões. O fechamento do pregão eletrônico da Bolsa paulista atrasou ontem devido a um problema no sistema, que interrompeu os negócios do sistema Megabolsa das 15h47 às 18h15. Por conta dessa interrupção, o pregão viva-voz também fechou mais tarde.
As ações que mais subiram ontem foram as preferenciais da Eletropaulo, alta de 5,05%, e as ordinárias da Sabesp, 3,15%. As empresas de telefonia amargaram as maiores quedas. As preferenciais da Telesp Celular Participações caiu 3,87% e as da Embratel 3,55%. Tele Centro Oeste PN e Telesp PN caíram, respectivamente, 3,11% e 2,87%.
Rico-país O risco Brasil, após cinco quedas seguidas, fechou em alta de 1,68%, a 1.267 pontos, embora ainda permaneça no menor patamar desde junho.
O movimento é técnico e o clima otimista em relação ao novo governo persiste no mercado. Após cinco altas consecutivas dos títulos da dívida do país, muitos investidores aproveitaram para vendê-los e embolsar o lucro.
O C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, fechou em baixa de 1,59%, a 69,75% do valor de face, após superar a marca dos 71% durante o dia. A expectativa é de que a queda do risco-país e a alta dos títulos se mantenha, porém, com menos fôlego do que foi visto nesses primeiros dias do ano.


