Juros futuros (desceram)
Dólar (desceu)


Moeda americana cai com ajuda do exterior e de leilão do BC

Entre os emergentes, real foi a moeda que mais ganhou valor


O dólar teve novo dia de queda nesta quinta-feira (20) amparado pelo enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional, tanto ante divisas fortes, como o euro, como de emergentes, e pela entrada do Banco Central no câmbio, que despejou US$ 1 bilhão no mercado para dar liquidez. Nos emergentes, o real foi uma das moedas que mais ganharam valor em relação ao dólar, enquanto cresceu no mercado financeiro internacional a preocupação com a desaceleração da economia mundial, que provocou novo tombo nos preços do petróleo e fez as bolsas em Nova York fecharem em forte baixa. O dólar para janeiro caiu 1,41%, a R$ 3,8420.


Ibovespa fecha em baixa com queda do preço do petróleo internacional

O mercado brasileiro de ações ensaiou uma recuperação das perdas recentes nesta quinta mas esbarrou no mau humor das bolsas de Nova York e principalmente na forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional. O Índice Bovespa, que mais cedo chegou a subir mais de 1%, fechou em baixa de 0,47%, aos 84.269,29 pontos. Os futuros de petróleo em Londres e Nova York ampliaram as perdas no final da tarde, com quedas em torno de 5%. Assim, levaram Petrobras ON e PN a fecharem com perdas de 2,42% e 3,42%, nesta ordem. A alta dos preços do minério de ferro não evitou a instabilidade nas ações da Vale, que terminaram o dia com baixa de 0,40%.

Taxas encerram com queda firme no médio e longo prazo
Os juros futuros fecharam em queda firme e nas mínimas nos vencimentos de médio e longo prazos e praticamente estáveis na ponta. O vetor principal para os negócios nesta quinta foi o câmbio, com o dólar mostrando fraqueza generalizada ante as demais moedas. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou na mínima de 6,580%, de 6,601% na quarta-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 fechou em 7,39%, ante 7,462% na quarta no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou a 8,63% (mínima), de 8,742% na quarta no ajuste e a do DI para janeiro de 2025 também fechou na mínima, a 9,25%, de 9,372%.


Decisão do FED ainda repercute no mercado
As perdas do dólar ante o real estão amparadas no movimento externo com a ajuda dos dois leilões de linha no valor de US$ 1 bilhão realizados pelo Banco Central. Profissionais da renda fixa relataram ter observado ainda fluxo externo no DI, mas o volume de contratos negociados nesta quarta não foi grande. Para o diretor de Operações da Mirae Asset, Pablo Stipanicic Spyer, o alívio da ponta longa esteve relacionado ao fato de na quarta (19) o Federal Reserve ter dito que vai subir somente duas vezes o juro ano que vem. "Uma das grandes componentes da parte longa da curva de juro brasileira é a taxa de juro de 30 anos americana", lembrou.

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