Rio de Janeiro - O mercado de trabalho industrial iniciou o segundo trimestre com queda no número de pessoas ocupadas (-0,2%) e na folha de pagamento real (-1,3%) dos trabalhadores, em abril ante março. Apesar dos recuos, o economista André Macedo, da coordenação de indústria do IBGE, disse que os dados apontam ''mais para estabilidade do que para reversão de tendência''. Mas o quadro é de desaceleração no mercado de trabalho industrial para o consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e ex-secretário de política econômica, Júlio Sérgio Gomes de Almeida.
Segundo ele, há um novo processo de modernização de alguns segmentos em curso, que resulta em redução da mão-de-obra em algumas empresas. Além disso, como observou o economista, segmentos intensivos em emprego, como calçados e vestuário, prosseguem reduzindo o número de funcionários.
Mas para Macedo, a queda no emprego ante março ''precisa ser relativizada'' diante de resultados positivos anteriores e dos aumentos registrados nas comparações com iguais períodos de ano anterior, já que houve expansão de 2,6% ante abril do ano passado e de 3% no primeiro quadrimestre.
Sobre o recuo na folha de pagamento real da indústria em abril ante março, o economista do IBGE disse que o resultado também deve ser considerado como um recuo pontual, já que ocorreu após um aumento de 2,7% apurado em março ante fevereiro.

mockup