Um momento para se oferecer carinho, apoio emocional, e de quebra ajudar a futura mamãe a equipar-se para um período cheio de compras e despesas. O chá de bebê significa para muitas mulheres uma despedida da barriga. Mas por trás do ritual está uma oportunidade de ser presenteada com utensílios essenciais e opções que o mercado oferece para facilitar a vida de mãe e filho.
Segundo Josi Santana, proprietária da loja Bibi e Léo, o gasto com um enxoval completo, junto com móveis e decoração do quarto, pode chegar de R$ 5 mil a R$ 8 mil. Entre tantas compras a fazer, é aconselhável solicitar num chá de bebê produtos chamados de puericultura leve, ligados à alimentação, saúde e higiene. Mamadeiras, pratos, tesoura e termômetro são alguns exemplos.
Por outro lado, são tantas sugestões, palpites do que é ou não importante, que muitas lojas especializadas em produtos infantis trabalham hoje ''nos bastidores'' dos chás de bebê. Assim como acontece nos casamentos, elas assessoram, montam listas e até distribuem convites e lembranças entre os convidados.
Eliane Moura Ferreira, dona da Kondoo, passou a oferecer o serviço há um ano pensando em dar um direcionamento para as mães. ''É interessante como elas não se dão conta de quantas coisas é preciso para a chegada de um bebê'', comenta. Normalmente, a assessoria é de graça e a gestante ainda pode ganhar um ''mimo'' da loja. ''O que ganho fica nos produtos que os convidados acabam comprando por aqui'', diz Eliane.
Aos oito meses de gravidez, Lara Canonico Fertonani, 31 anos, recebeu amigas e familiares numa agradável tarde de sábado, decorada com balões coloridos e temas infantis. Na mesa jujubas, amendoim, pirulitos e chá. Mãe de primeira viagem, ela está entre as muitas mulheres que estão aderindo a este tipo de serviço.
Embora os conselhos fossem pedir apenas ''fralda, fralda e fralda'', Lara procurou uma loja infantil e fez uma lista de sugestões. ''Procurei não determinar marca, preço ou quem fosse dar o quê. Além das fraldas, tinha meia dúzia de produtos simples, que se usa no dia a dia, mas que a gente nunca está preparada para tanta demanda'', conta.
Como boa parte das mães também procura praticidade, figuram nas listas produtos modernos e de segurança do bebê. Josi Santana aponta os mais cotados entre as mães: a redinha para banho (permite soltar o bebê na banheira); o bebê conforto; o alimentador (redinha para a criança não se engasgar com o alimento) e a clássica babá eletrônica.
Grávida novamente e com Leonardo de seis meses, Kelly Neiva Mariani, 29 anos, confirma a praticidade desses utensílios. ''A redinha para banho foi muito útil, e vou usá-la novamente com o meu segundo filho''. Ela também comprou uma babá eletrônica, que atualmente está mais moderna, com uma câmera acoplada ao sistema de áudio. Kelly afirma que reservou cerca de 40% do orçamento para gastar com esses tipos de produtos - e não se arrepende.
As listas de chá de bebê estão tão democratizadas que na Internet pipocam sites que oferecem o serviço online. A mãe faz um cadastro, monta sua lista de produtos, escolhe a quantidade, marca, e finalmente divulga por e-mail para os convidados. Estes, a propósito, podem realizar a compra pela própria Internet.
Outra boa pedida é pesquisar preços e produtos que estão no mercado. Lara diz que ouviu opiniões de outras mães a respeito do que comprar, mas não abriu mão das consultas online. ''A internet acaba facilitando muito para conseguirmos informações mais seguras sobre o que comprar. Acho que hoje tem muita coisa interessante, de todos os preços, para todos os bolsos'', avalia a futura mamãe.


Fral­da de te­ci­do no sé­cu­lo 21
  A ima­gem das ve­lhas fral­das de te­ci­do ain­da es­tá as­so­cia­da àque­le pa­no bran­co, do­bra­do em for­ma de triân­gu­lo, pre­so com um al­fi­ne­te e que va­za por to­dos os la­dos. No en­tan­to, nem ­elas es­ca­pa­ram das evo­lu­ções do mun­do mo­der­no e ho­je há um mo­vi­men­to ca­da vez ­maior em fa­vor das fral­das du­rá­veis pa­ra subs­ti­tuir as des­car­tá­veis.
  O fe­nô­me­no é ­mais acen­tua­do nos EUA e Eu­ro­pa, po­rém Elia­ne Fer­rei­ra, do­na da lo­ja Kon­doo e en­fer­mei­ra, cha­ma aten­ção pa­ra uma pro­cu­ra – ain­da que mo­des­ta – ­aqui em Lon­dri­na. ‘‘São pes­soas com cons­ciên­cia eco­ló­gi­ca que es­tão op­tan­do pe­la fral­da de pa­no. Do pon­to de vis­ta da crian­ça, ­elas são ­mais con­for­tá­veis e in­di­ca­das con­tra ir­ri­ta­ções e ­alergias’’, co­men­ta.
  O de­sign tam­bém es­tá co­la­bo­ran­do. En­tre as mo­der­nas, exis­tem atual­men­te ­dois mo­de­los bá­si­cos. A fral­da AIO (si­gla em in­glês de All In One – ‘‘tu­do em ­uma’’) é o mo­de­lo que já vem mon­ta­do, la­va e se­ca por in­tei­ro, e tem um ab­sor­ven­te fi­xo, cos­tu­ra­do den­tro da fral­da. Já os ‘‘­pockets’’ (de bol­so) vêm com uma aber­tu­ra on­de vo­cê co­lo­ca e re­ti­ra o re­cheio ab­sor­ven­te. Ela se­ca me­lhor por ser des­mem­brá­vel, e nos ­dois mo­de­los dá pa­ra se co­lo­car um ab­sor­ven­te ex­tra.
  En­tu­sias­tas ain­da apon­tam a eco­no­mia fei­ta com as fral­das de pa­no. Elia­ne cal­cu­la que são ne­ces­sá­rias 30 fral­das no dia a dia, sen­do que o mo­de­lo tra­di­cio­nal cus­ta por vol­ta de R$ 2, e as ­mais mo­der­nas R$ 20 ca­da. Por ou­tro la­do, es­ti­ma-se que uma crian­ça até os ­dois ­anos gas­ta cer­ca de 5.670 fral­das des­car­tá­veis – o pa­co­te com 20 uni­da­des cus­ta, em mé­dia, R$ 12. É fa­zer as con­tas e com­pa­rar.

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