Curitiba - Os automóveis flex, que podem ser abastecidos tanto com gasolina como com álcool, devem se tornar majoritários no mercado dentro de poucos anos. Segundo projeção de especialistas da Petrobras, até 2007 os automóveis do tipo, que hoje representam pouco menos da metade do mercado automotivo, chegarão a 80% da frota. No setor específico de veículos comerciais leves, a participação dos flex deve chegar aos 15% dentro de dois anos.
As projeções foram apresentadas durante um seminário sobre desenvolvimento de tecnologias em combustíveis alternativos realizado ontem em Curitiba. O evento foi promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil) e pela Associação dos Engenheiros Automotivos (AEA).
''Há previsão de que o consumo de gasolina irá diminuir no País, principalmente devido à renovação da frota com os flex. Isto levará naturalmente ao aumento do uso de álcool'', disse Carlos Alberto Bonote, integrante da seção regional da SAE Brasil. No entendimento dos especialistas, a busca de alternativas no setor de combustíveis é imperativa ante as oscilações do preço do petróleo.
Ainda assim, a tendência é de alta no consumo do diesel, que trará consigo grande procura pelo biodiesel. O governo federal está realizando um programa de incremento deste tipo de combustível, considerado ecologicamente ''correto''. Mamona, girassol e soja são as fontes mais comuns.
''Quanto ao gás natural, as projeções apontam que o consumo deve aumentar mais na indústria do que na utilização como combustível de veículos'', comentou Bonote. Uma alternativa badalada no exterior, os veículos híbridos, que possuem motor de combustão e outro elétrico, ainda não tem previsão de implantação no Brasil.

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